Confira o nosso post e veja como está o cenário para a venda de imóveis, locação e quais são as previsões para o futuro após o fim dessa crise.
A pandemia causada pelo novo coronavírus não tem gerado dificuldades apenas no Brasil. O mundo inteiro tem lidado com os impactos causados nos sistemas de saúde públicos e privados, e, principalmente, na economia. A maior parte dos países decretaram a quarentena total, com o fechamento de escolas, empresas e comércios. Com isso, o aumento das taxas de desemprego foram inevitáveis.
Até aqueles países que resistiram ao lockdown, como a Suécia, sentiram a sua economia perder força nos últimos meses. Já no Brasil, que apresenta um território muito maior que a maioria dos países europeus, a quarentena ainda está sendo um desafio para os governantes. O setor imobiliário, tido como um dos mais importantes do país, foi levemente abalado, mas acabou apresentando alguns números surpreendentes.
No início da pandemia, no meio de março e de abril, o setor estava muito mais pessimista. As negociações em andamento estavam sendo suspensas ou canceladas e o mesmo começou a acontecer com a visita aos imóveis. De fato, esse foi o período em que a quarentena estava mais forte no Brasil. O medo do desconhecido ainda estava muito latente, fazendo com que as pessoas agissem com mais cautela.
No entanto, o mês seguinte já começou a apresentar sinais de recuperação. De acordo com pesquisas, maio entregou cerca de 8% a mais de visitas em sites de imobiliárias que em relação a abril, o que representa 504 mil acessos. O número de propostas também subiu 39% se comparadas ao mês anterior em que foi registrada uma queda de 38%.
O que realmente surpreendeu foi o setor de venda de imóveis, que chegou a apresentar um aumento considerável para o momento que estamos atravessando. O brasileiro continua a nutrir o desejo pela casa própria. Logo, aqueles que já contavam com uma programação financeira para a transação, não desistiram por causa do cenário pandêmico. E, após o período inicial de medos e incertezas, voltaram a fazer suas pesquisas.
Uma consultoria especializada no assunto, informou que 22% dos que efetivaram o negócio em junho de 2020 já tinham a intenção de comprar um imóvel. Também foi registrado um crescimento de 64,4% na busca por crédito imobiliário nos primeiros cinco meses de 2020 em relação a 2019.
Já o presidente da Caixa Econômica Federal informou que as contratações de crédito voltados para o setor de imóveis aumentaram 21,73% naquela instituição financeira. O crédito impulsionado pelos recursos da poupança também aumentaram em 22,6%. Não a toa, a concessão de empréstimos para a compra de imóveis bateu o recorde da última década.
Outra pesquisa capitaneada pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), demonstrou que as vendas de imóveis caíram apenas 2,2% no 1º semestre de 2020 em comparação ao ano anterior, sendo que a previsão para o segundo semestre se mantém otimista.
Como dito, o impacto da pandemia não foi exclusividade de uma área ou outra, ou de um único país. O próprio nome já indica um problema coletivo que assola o mundo e fez com que todos tivessem que se adaptar em algum nível.
O cenário relativamente positivo que tem sido registrado nos últimos meses é a soma de diversos fatores. Falaremos com mais detalhes sobre eles nos tópicos a seguir.
O primeiro dos fatores de impulso do setor é a utilização da internet. Por causa do isolamento social e da recomendação de evitar contato com outras pessoas, as imobiliárias finalmente se renderam ao poder da internet. Até aquelas que ainda não tinham garantido sua presença digital precisaram correr para começar a fazer negócios de uma maneira diferenciada.
Seja nas redes sociais, seja em sites próprios ou especializados, os clientes intensificaram as suas buscas digitais — e quem queria manter as vendas de imóveis em dia, precisava estar por lá.
Também é necessário o investimento em anúncios, que não podem mais ser apenas texto com descrições ou fotos amadoras, com casas bagunçadas, ambientes escuros, ângulos cortados. Para fazer sentido, o usuário precisa conseguir visitar o imóvel sem precisar sair de casa. Nesse sentido, o tour virtual 360º é o melhor amigo dos corretores.
Sua produção é bastante simples: basta utilizar um smartphone na função de fotos panorâmicas, um tripé e a plataforma correta para a criação de tour virtual. O cliente poderá passear por todos os cômodos, mudar os ângulos, dar zoom, ver detalhes do acabamento e dos móveis que existem no local.
Nem todo mundo vai querer fechar negócio sem uma visita virtual, mas contar com esse recurso otimiza o tempo e segurança dos envolvidos. Esse foi um dos motivos que permitiu que o setor imobiliário continuasse aquecido.
A alta na venda de imóveis está ligado ao aumento dos financiamentos imobiliários que foram concedidos, o que representou 35,2% no primeiro semestre de 2020, se comparado ao mesmo período do ano anterior.
O registro desses números não se deve a uma baixa de valores, tendo em vista que o preço médio do mercado se manteve estável. A justificativa dos especialistas então é a redução da Selic, conhecida por ser a taxa básica de juros da economia, que atualmente está em 2%, a menor da história brasileira.
Quanto mais baixa a Selic estiver, menor são os juros cobrados pelas instituições financeiras. Isso reflete diretamente no poder de acesso ao crédito e facilita o fechamento do negócio entre as pessoas que já tinham planos de comprar um imóvel em 2020.
Como os preços não foram afetados de acordo com o projetado, alguns especialistas acreditam que investidores estejam aproveitando o momento de taxas baixas e certas facilidades. Como o déficit habitacional no Brasil é elevado, aqueles que não conseguirem revender seus imóveis têm a opção da locação.
A pandemia também tem impactado diretamente o relacionamento que as pessoas têm com as suas casas, principalmente nas grandes metrópoles, em que a realidade pede imóveis cada vez menores. Isso não parecia ser um grande problema, visto que a regra é passar mais tempo na rua, entre trabalho, deslocamento e estudos. No entanto, agora, com a adoção do home office, essa é uma prioridade que tem sido revista.
O mercado de reformas ficou bastante aquecido durante a quarentena. Mesmo aqueles que não investiram em quebrar paredes e mudar completamente o ambiente pintaram, pelo menos, uma parede. Ao passear pelas redes sociais, principalmente Instagram e Pinterest, o que mais vimos foram tutoriais de pintura, pequenas decorações e dicas de plantas. As pessoas estão voltando a atenção para suas casas em busca de as transformarem em lares em que possam fazer de tudo: trabalhar, descansar, receber amigos e até se exercitar.
É nesse sentido que a venda de imóveis de alto padrão também deslanchou. Esse é um mercado que apresenta algumas particularidades, uma vez que não está tão diretamente relacionado à condição econômica do país. A prova disso é que a venda de apartamentos e casas de alto padrão segue em forte expansão durante a pandemia, o que também ajuda a manter o setor imobiliário em alto. Esses clientes são ainda mais exigentes, logo, os profissionais da área devem estar atentos a todas as inovações tecnológicas disponíveis para encantarem logo no primeiro contato.
Se a Selic baixa é positiva para quem busca financiamento imobiliário, o mesmo não podemos dizer para quem mantém o dinheiro investido na renda fixa, por exemplo, que tem os rendimentos ligados proporcionalmente à taxa básica de juros.
Logo, essas pessoas com um patrimônio elevado tendem a investir em imóveis, mas a única diferença sentida em 2020 em relação a outros anos é que muitas dessas compras têm sido realmente para moradia. Aliás, o mercado de casas no campo ou em praias é outro que demonstra um superaquecimento. Uma pesquisa indicou que a procura de imóveis desse tipo aumentou 63% durante a pandemia.
Portanto, para quem atua com venda de imóveis, o setor ainda se mantém acelerado e guarda algumas boas oportunidades, seja para os corretores, seja para os proprietários que pretendem fazer negócios durante a pandemia ou em um futuro próximo. O atendimento é um dos diferenciais, mas, mais do que isso, é impossível não investir nos avanços tecnológicos do setor para melhorar a experiência do cliente e fazer com que a otimização do tempo garanta ainda mais contratos fechados.
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